Neste último domingo fui ao cinema para ver o tão comentado “À procura da felicidade” estrelado por Will Smith e seu filho Jaden Smith.

Apesar de ter achado o filme muito bom e de ter me surpreendido com o fato de que eu realmente me emocionei com a atuação de Will Smith (que, para mim, era apenas um ator de filmes bobos de ação ou comédia tosquinha), não estou aqui para falar do filme em si, mas sobre a mensagem que ele me passou.
Logo no início do filme, Will Smith comenta que a felicidade é algo que se busca, mas nem sempre é encontrada. Como então fazemos para ter a certeza de que ela cruzará o nosso caminho? Como evitar as decepções, os erros, as dores, as perdas? Mas, pensando bem… isso não é necessário para sermos felizes?
Foi aí que me perguntei: na maioria das vezes, sou feliz ou sou triste? Eu nem sempre penso “sou feliz”. Aliás, é raro eu ter esse tipo de pensamento. Geralmente ou “estou triste” ou “estou normal”. Por que será que isso acontece?
Há muito tempo cheguei à conclusão de que o ser humano não se permite ser feliz. Existe defeito em tudo e em todos. O céu nunca é azul o suficiente, o trabalho estressa, o namoro tem brigas e choros. Nunca estamos felizes.
Aonde eu quero chegar com isso? Vendo a história de Chris Gardner (lembrando que o filme é baseado em uma história real), olhei para minha vida e pensei: eu sou feliz!
Assim como ele, eu enfrentei meus problemas (não que eles tenham algo de parecido com os problemas de Gardner, mas, oras, eles são os MEUS problemas) e estou onde eu sempre quis estar: boa faculdade, bom namoro, boa família (como diria o mestre Chico, “problema na família, quem não tem?”), bom trabalho, boa saúde!
Sim, eu cheguei a uma conclusão: quando eu olhar para minha vida, olharei com os olhos de Gardner, acreditando sempre que EU faço o meu futuro e que ele depende do que eu escolho HOJE!!!
felipesenise disse,
Fevereiro 6, 2007 @ 1:06 am
Isso é muito verdade. Nós temos algum tipo de insuficiência mental que não nos permite sentirmo-nos felizes. Fico pensando as vezes que se eu ganhasse na loteria, a alegria só ia durar uma semana… depois já ia voltar para o discurso pronto de todos os dias “oh vida, oh dia, oh azar”…