Uma saudade imensa

Hoje faz 30 anos que meu bisavô, Alberto Marino, faleceu. Eu não o conheci, mas reconheço sua fisionomia em qualquer foto e sua voz me é mais familiar que muitas vozes com as quais convivo diariamente. Isso porque meu “vovô Berto” foi um grande músico!

vovo berto peq 

Desde a adolescência ele participava de serenatas no bairro do Brás, bairro em que cresceu e que amou, tanto que sua música mais famosa chama-se Rapaziada do Brás, que recebeu a letra de seu filho, no caso, meu avô, Alberto Marino Jr. (Detalhe: vovô Berto compôs essa valsa aos 15 anos de idade!!!). 

Mas, isso tudo não é mérito meu saber. Se você for no google e digitar “Alberto+Marino” vai achar essas informações. O que não está escrito lá é que meu vovô Berto era um cara de muitos amigos. Apaixonado por fotos e pela praia de Itanhaém (que tem uma rua em sua homenagem), ele deixou-me de recordação centenas de fotos, dele sério, rindo, fazendo careta e até subindo em uma palmeira! Que ele era apaixonado por sua família, seus filhos e, principalmente, seus netos. Que ele morreu cedo, deixando saudade e um vazio no peito daqueles que aprenderam que ele era mais que um maestro… muito mais!!! 

Como pode? Saudades de alguém que eu nunca vi, nunca conheci… mas ele, de alguma forma, que eu nem sei explicar muito bem, está tão presente em minha vida que faz com que neste 11 de fevereiro lágrimas rolem de meu rosto, “imagem de um passado que não volta mais”!!!

6 Respostas até o momento »

  1. 1

    Felipe Senise disse,

    e o mais legal de tudo é que eles conheciam o Adoniran Barbosa e o Arnesto. Sim, aquele mesmo que convidou o Adoniran para um samba, mas não tinha ninguém lá!! sensacional

  2. 2

    Ilda disse,

    Lindo texto… lindas as lembranças, bonita a homenagem !
    Rapaziada do Brás… eu aprendi a cantar de tanto ouvir minha mãe
    cantarolando… Muito tempo depois fiquei sabendo quem a compôs,
    e coincidentemente vi que os Marino eram de alguma forma… próximos de mim.

  3. 3

    Pedro Nastri disse,

    Meu avô e meu padrinho fizeram parte da Rapaziada do Brás.
    Sou nascido no bairro onde meu pai, Raphael, teve uma metalurgica até 1993.
    Estou colhendo material para ilustrar uma monografia sobre o bairro.
    Gostaria de poder manter contato para ver a possibilidade em trocarmos informações sobre as “histórias” deste bairro.
    Um Grande Abraço
    Pedro Nastri
    Jornalista
    Nascido no Brás.
    p.nastri@yahoo.com.br

  4. 4

    iara navas disse,

    Fiquei comovida com o que lí sobre o seu “vô Berto”. Vocé é filho de quem, neto do Prof. Marino Jr, deve ser filho ou da Mariangela, da Iara Lucia ou do Alberto marino Neto, o Berto? Sua avó, Iara, ainda é viva? Seu bisavô foi meu professor no conservatório Dramático Musical, meu muito grande amigo, e seu avô, Marino Jr, meu professor de direito Penal na Faculdade de Direito de Guarulhos. Gostaria de poder entrar em contato com vc. Um abraço, Iara

  5. 5

    iara navas disse,

    Aliás, posso estar enganada, mas fazem 42 anos que seu bisavô morreu, em 1967, não 30, como está escrito acima. Seu bisavô foi um grande músico, muito gente…

  6. 6

    Nicola Siano disse,

    Sem querer eu li isto hoje, ao acaso. Lembro-me, quando menino, que na casa de seus avós (Alberto Jr e Iara), havia uma estante onde seu avô guardava a batuta e outros objetos de seu bisavô e falava dele com muito orgulho. O meu pai, um simples pintor, o qual seu avô chamava de “Peppino” tornaram-se grandes amigos. Não sei de quem você é filho, mas muito gostaria de saber de seu avô.


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