Hoje faz 30 anos que meu bisavô, Alberto Marino, faleceu. Eu não o conheci, mas reconheço sua fisionomia em qualquer foto e sua voz me é mais familiar que muitas vozes com as quais convivo diariamente. Isso porque meu “vovô Berto” foi um grande músico!
Desde a adolescência ele participava de serenatas no bairro do Brás, bairro em que cresceu e que amou, tanto que sua música mais famosa chama-se Rapaziada do Brás, que recebeu a letra de seu filho, no caso, meu avô, Alberto Marino Jr. (Detalhe: vovô Berto compôs essa valsa aos 15 anos de idade!!!).
Mas, isso tudo não é mérito meu saber. Se você for no google e digitar “Alberto+Marino” vai achar essas informações. O que não está escrito lá é que meu vovô Berto era um cara de muitos amigos. Apaixonado por fotos e pela praia de Itanhaém (que tem uma rua em sua homenagem), ele deixou-me de recordação centenas de fotos, dele sério, rindo, fazendo careta e até subindo em uma palmeira! Que ele era apaixonado por sua família, seus filhos e, principalmente, seus netos. Que ele morreu cedo, deixando saudade e um vazio no peito daqueles que aprenderam que ele era mais que um maestro… muito mais!!!
Como pode? Saudades de alguém que eu nunca vi, nunca conheci… mas ele, de alguma forma, que eu nem sei explicar muito bem, está tão presente em minha vida que faz com que neste 11 de fevereiro lágrimas rolem de meu rosto, “imagem de um passado que não volta mais”!!!